Conforme Aquele Caminho Que Chamam Seita

Jesus advertiu seus discípulos que eles seriam odiados e até mortos por causa de seu Nome (Mateus 10: 22, 24:9; Marcos 13:13). Não demorou muito tempo e esta profecia começou a se cumprir na vida dos Apóstolos de Jesus. Os apóstolos foram acusados de pertencer a “seita dos Nazarenos” (Atos 24.5, porque faziam tudo em Nome do Senhor Jesus Cristo (Atos 2.38; 5.28; 15.26; 17.18; 1Coríntios 2.1-2, etc.). O apóstolo Paulo também afirmou que pertencia a esta mesma seita: “Mas confesso-te isto: que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nosso pais…” (Atos 24.14). Por semelhante modo, provocativamente, algumas pessoas e grupos religiosos chamam de seita as Igrejas que pregam a mensagem do Único Deus e o Batismo em Nome de Jesus Cristo. Em todos os casos, isto se deve ao fato de que estas Igrejas tidas como seitas não pactuam com o dogma Católico-Romano da Doutrina da Trindade que apregoa a crença em três pessoas distintas na Divindade, e tradicionalmente usa a formula “Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” para batizar seus adeptos. Contrariando a Palavra de Deus e seguindo a tradição Católica da Trindade, muitas Igrejas mudaram o fundamento estabelecido por Deus na Bíblia (1Coríntios 3.11), e ensinam as pessoas a crerem em três deuses, ou seja, deus Pai, deus Filho e deus Espírito Santo. Rebatendo esta doutrina babilônica, a Bíblia adverte: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras em suas pragas” (Apocalipse 18.4). Nunca Jesus ou seus Apóstolos pronunciaram a palavra Trindade ou sequer sugeriram qualquer conceito parecido. A Bíblia nos orienta a edificar nossa fé no fundamento dos apóstolos e profetas (Efésios 2.20). Apresentamos a seguir uma breve refutação a estes falsos ensinos, comprovando pela Bíblia a doutrina do Único Deus Verdadeiro que é Jesus Cristo (1João 5:20-21) e a verdade sobre o batismo em Nome do Senhor Jesus Cristo para remissão dos pecados (Atos 2:38). Que Deus abençoe que este breve estudo possa ajudar aos que amam e buscam a Verdade não serem enganados e manipulados pelas doutrinas de homens incautos.

1) O ÚNICO DEUS VERDADEIRO: Deus é absolutamente e indivisivelmente UM (Deuteronômio 6.4). Este ensino é central nas Escrituras Sagradas do Gênesis ao Apocalipse (Gênesis 1.1, Deuteronômio 6.4, Isaías 44.6,24, Apocalipse 1:8,17,18). Entretanto, foi arquitetada uma doutrina que torce as Escrituras (2Pedro 3.16) e tenta manipular a mente das pessoas para crerem que Deus é composto por três pessoas distintas, isto é, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esta crença é tradicionalmente conhecida como “doutrina da trindade”. Por volta do III século d.C. um homem chamado Tertuliano usou a palavra Trindade pela primeira vez. O conceito desta doutrina foi elaborado a partir de especulações filosóficas e teológicas e de antigas tradições pagãs existentes no Egito, Babilônia e Grécia. Mais tarde, no ano 325 d.C. o Imperador Romano Constantino (1º-Papa) convocou um Concílio na cidade de Nicéia, onde compareceram 318 bispos que por interesse do Imperador aprovaram a doutrina da Trindade, porém a elaboração final dessa doutrina só aconteceu  no Concílio de Constantinopla em 381 d.C. A Bíblia contradiz frontalmente esta crença, pois em suas páginas jamais encontramos a palavra “trindade”. Deus não é uma associação composta por três pessoas distintas e co-iguais, pois isso seria crer na existência de três deuses o que é idolatria (1João 5.20,21). Deus é UMA só pessoa (Isaías 46.9; Hebreus 1.3; Tiago 2.19).

Na Bíblia Sagrada, progressivamente, Deus nos revela Sua identidade através dos títulos ou ofícios Pai, Filho e Espírito Santo (Isaías. 9.6; João 1.18; João 10.30; 2Coríntios 3.17), mas isto não significa que existem três deuses ou três pessoas em um Deus. Veja:

Pai: Deus se identifica como Pai (Malaquias 2.10). Ele é o Pai de toda criação e também nosso Pai em razão do novo nascimento (Mateus 6.7; Romanos 8.14-16); com isso, nos tornamos filhos de Deus (Romanos 8.16) e podemos chamar Deus de Pai (Romanos 8.17). Por outro lado, o termo Pai, indica ainda um relacionamento especial e particular entre Deus e Sua encarnação, o Filho. Jesus Cristo é o único Filho gerado (unigênito) por Deus, o Pai (João 3.16; Gálatas 4.4). Por isso a Bíblia nos diz que “Deus (Pai) estava em Cristo (Filho) reconciliando consigo mesmo o mundo” (2Coríntios 5.18,19). Jesus confirmou este ensino ao afirmar: “Eu e o Pai somos UM” (João 10.30).

O Filho: A palavra “Filho” se refere à manifestação de Deus em carne (João 1.1,14). Deus assumiu a forma de homem (Filipenses 2.7,8) para se auto-revelar ao mundo (João 1.18). Quando Felipe pediu a Jesus para mostrar-lhe o Pai, Jesus respondeu: “Estou a tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai…” (João 14.8,9). O profeta Isaías cerca de 750 a.C. anunciou que Aquele que havia de nascer era o Deus Forte, o Pai da eternidade (Isaías 9.6). Por este modo, o Deus invisível, a quem nenhum homem pode ver, se tornou visível na pessoa de Jesus Cristo (João 1.18; Colossenses 1.15; 1Timóteo 6.14-16). O Apóstolo Paulo disse: “Porque nele (Jesus) habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9); ou seja, em Jesus nós temos toda plenitude de Deus, n’Ele temos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Karl Barth, eminente teólogo do século XIX afirmou: “O transcendente se tornou imanente… Deus se fez carne em Jesus de Nazaré. Deus é nosso irmão. Há valores no homem porque há uma humanidade em Deus”. Este teólogo não descobriu algo novo, simplesmente afirmou o que a Bíblia a milhares de anos vem declarando e ensinando: “Jesus Cristo é o Verdadeiro Deus” (João 20.28; 1João 5.20).

Espírito Santo: Deus é Espírito (João 4.24). Ele se revela como o Espírito Santo (2Coríntios 3.17). Deus, em Espírito, habita em nossos corações (1Coríntios 3.16). Quando a Bíblia fala sobre o Espírito Santo, aponta o relacionamento de Deus dentro do coração dos seus filhos (Romanos 8.16). A Bíblia usa expressões como: “Espírito Santo”, “Espírito de Deus”, “Espírito de Cristo”, etc, esses termos embora diferentes, falam de um mesmo e único Espírito; pois, segundo a Bíblia existe apenas um Espírito que é Santo (Efésios 4.4).

Em resumo, podemos ver que Deus revela sua identidade ao homem como: Pai na criação, Filho na encarnação e Espírito Santo na regeneração. Amado leitor, ao conhecer a verdadeira identidade de Deus, você estará imunizado contra as falsas doutrinas e obterá liberdade e alegria de filho de Deus. Desta forma, você passará a desfrutar de uma vida protegida e abençoada pelo nosso Pai que está no céu, JESUS CRISTO (Salmo 91.1,2 e Mateus 6.9).

2) O BATISMO BÍBLICO: Para reafirmar a doutrina da Trindade, muitas Igrejas Evangélicas seguindo a tradição Católica batizam as pessoas “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, e afirmam que estão obedecendo ao que Jesus disse em Mateus 28.19. Contudo, o que de fato Jesus ordenou foi que seus discípulos ensinassem e batizassem em NOME (singular) do Pai, do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28.19). Jesus não mandou que seus discípulos repetissem literalmente suas palavras, mas que a obedecessem, e foi o que aconteceu quando os discípulos começaram a batizar os que creram (Atos 2.38). Com isso, temos um mandamento dado por Jesus em Mateus 28.19, e em seguida temos os apóstolos cumprindo este mandamento em Atos 2.38. Em outras passagens dos Evangelhos, Jesus realça a importância do batismo: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16.15,16). “…em seu Nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados (batismo), em todas as nações…” (Lucas 24.47). “Aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (João 3.5); o nascer da água é o batismo (1Coríntios 10.1,2).

O que os Apóstolos Fizeram: Os Apóstolos, formados na escola teológica de Jesus, obedeceram fielmente à ordenança de seu Mestre sobre o Batismo. Eles batizavam judeus (Atos 2.37-38), samaritanos (Atos 8.14-16), gentios (Atos 10. 47-48) e batistas (Atos 19.5), e todos eram batizados em Nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados (Atos 10.43). Estes repetidos casos de batismo em Nome de Jesus Cristo são prova consistente de que os apóstolos compreenderam que o NOME próprio do Pai, do Filho e do Espírito Santo mencionado em Mateus 28.19 é JESUS CRISTO, pois “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12). Ademais, não encontramos um versículo sequer na Bíblia onde alguém tenha sido batizado de outra maneira.

O que Estamos Fazendo Hoje? Diante do ensino de Jesus e da obediência dos Apóstolos, é necessário avaliar pela Bíblia qual o tipo de ensino e a maneira que fomos Batizados (Atos 17.11). O pré-requisito fundamental para ser batizado é o arrependimento (Lucas 24.47 e Atos 2.38); a Bíblia desaprova o batismo de crianças, pois as crianças não podem se arrepender por ainda não serem plenamente desenvolvidas mentalmente (Lucas 2.52). Para os adultos batizados, é preciso reforçar que o propósito do batismo é para a remissão (perdão) dos pecados (Atos 2.38, 22.16); esse poder para perdão dos pecados não está na água onde somos batizados, mas no Nome de JESUS CRISTO que sobre nós é invocado no momento do batismo (1João 2.12; Atos 22.16); “tudo o que fizerdes por palavra ou por obra, fazei em Nome do Senhor Jesus…” (Colossenses 3.17). Muitos, de acordo com a Bíblia, oram em Nome de Jesus (João 14.13), expulsam demônios em Nome de Jesus (Marcos 16.17), curam em Nome de Jesus (Marcos 16.18), pregam salvação em Nome de Jesus (Atos 10.31), porém, contraditoriamente, desobedecem à Bíblia ao deixarem de batizar os crêem “em Nome de Jesus Cristo” para remissão dos pecados (Atos 2.38). Não é justificável fazer alguma coisa em Nome de Jesus e não fazer as demais (Mateus 7.22,23 e 23.23b). O Nome de JESUS CRISTO é o pilar central da Verdadeira Igreja do Senhor (1Coríntios 3.11; Efésios 2.20).

Quando um Ministro (pastor, padre, bispo, etc.) batiza alguém dizendo: “eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, ele (o ministro) comete um grave erro, pois prometeu o Nome à pessoa batizada, sem, contudo, invocá-lo (Atos 22.16); ademais os termos Pai, Filho e Espírito Santo não são nomes, mas títulos que o Único Deus escolheu para se auto-revelar aos homens (Isaías 9.6; João 1.18; João 10.30; 2Coríntios 3.17); e como sabemos, objetivo desses títulos é revelar a identidade de Deus e não perdoar pecados.

Registros históricos comprovam que a Igreja fundada por Jesus no dia do Pentecostes (Mateus 16.18, Atos 2) sempre batizava os que criam em Nome de Jesus. A Canney Enciclopédia, pág. 53 salienta: “A Igreja Primitiva sempre batizou em Nome do Senhor Jesus até o desenvolvimento da trindade”. Como vimos anteriormente, as bases da doutrina da Trindade foram lançadas pela Igreja Católica Romana em 325 d.C. no Concílio de Nicéia, e os toques finais desta falsa doutrina foram postos no Concílio de Constantinopla em 381 d.C. Neste período, foi substituído o método de batismo nas águas “em Nome de Jesus Cristo” pela forma Trinetária “em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”. A história comprova também que a maior parte das Igrejas Protestantes (Evangélicas) caíram no mesmo engano ao decidirem batizar seus adeptos nos títulos Pai, Filho, e Espírito Santo. A New Internacional Enciclopédia, volume 22, pág. 476 afirma: “…no tempo da reforma, a Igreja Protestante aceitou a doutrina da trindade sem examinação séria”. Em Marcos 7.7 Jesus disse: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrina que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens”. E hoje, nós vamos seguir a Bíblia ou as tradições dos homens?

Muitas Igrejas afirmam que o batismo é apenas uma confissão pública daquele que crê em Jesus e não é importante para salvação. Porém, nenhum versículo da Bíblia apóia essa falácia, ao contrário disso a Bíblia nos ensina que o Batismo é de fundamental importância para nossa salvação: “Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, Batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus…” (1Pedro 3.21). E você tem obedecido a doutrina de Jesus e dos Apóstolos sobre o Batismo? (Lucas 10.16). “E os que ouviram foram batizados em Nome do Senhor Jesus” (Atos 19.5).

Conforme aquele caminho que chamam seita, podemos afirmar que ele se identifica perfeitamente ao ensino de Jesus e a Igreja dos Apóstolos (Atos 2.38), e estes mesmos Apóstolos foram também chamados de pertencer a uma seita, observe:

Atos 24.5“Temos achado que este homem é uma peste, …e o principal defensor da seita dos nazarenos”.

Atos 24.14“Mas confesso-te isto: que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nosso pais, …”.

Atos 28.22“…quanto a esta seita, notório nos é que em toda a parte se fala contra ela”.

Finalizando, cabe destacar que cada um que ama a Deus e examina as Escrituras (João. 5.39) deve à luz da Palavra de Deus seguir a Verdade, mesmo que esta como nos dias dos Apóstolos, dissimuladamente, seja considerada como sendo uma seita. Que Deus te abençoe!

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